+38%
Aumento geral
Crescimento da taxa de suicídio em jovens em pouco mais de 20 anos nas Américas (OPAS).

Setembro Amarelo
Hospital Maria Lucinda · o hospital da família

Uma cartilha digital do Hospital Maria Lucinda para ajudar pais, mães e responsáveis a reconhecer sinais silenciosos de sofrimento em adolescentes e jovens — e a buscar ajuda a tempo.

A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) e o Ministério da Saúde, por meio do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), alertam para a necessidade urgente de ações preventivas direcionadas a adolescentes e jovens. O Hospital Maria Lucinda traz este material para auxiliar famílias a identificar sinais silenciosos de sofrimento e buscar ajuda especializada a tempo.

+38%
Crescimento da taxa de suicídio em jovens em pouco mais de 20 anos nas Américas (OPAS).
10 a 14 anos
Aumento mais significativo observado neste grupo; a taxa entre meninas supera a de meninos.
2ª causa
Segunda principal causa de morte no Brasil entre jovens de 15 a 19 anos (SIM / Min. da Saúde).
Doença psiquiátrica: Diagnóstico prévio de depressão, ansiedade ou outros transtornos.
Tentativa prévia: Histórico de tentativa anterior de suicídio (fator de alto risco).
Histórico familiar: Presença de comportamento suicida na família.
Autolesão: Mordidas, arranhões, arrancar cabelos ou cortes.
Trauma infantil: Abuso sexual ou maus-tratos na infância.
Impulsividade: Comportamento impulsivo ou reativo acentuado.
Rupturas conjugais: Separação dos pais ou término doloroso de relacionamento.
Crise financeira: Desemprego, endividamento ou vulnerabilidade econômica.
Conflitos familiares: Brigas frequentes, ambiente hostil ou falta de diálogo.
Acesso a meios letais: Facilidade de acesso a armas de fogo, facas, venenos ou medicações.

Alterações expressivas no dia a dia podem sinalizar intenso sofrimento emocional. Fique atento a estas manifestações.
Afastamento social: Isolamento de amigos, colegas e do convívio familiar.
Perda de interesse: Desinteresse por hobbies e atividades antes prazerosas.
Sono e apetite: Alterações significativas no padrão de sono e alimentação.
Desesperança: Expressões frequentes de desesperança ou desamparo.
Falta de sentido: Demonstrações de falta de sentido na vida ou de “ser um fardo”.
Vontade de morrer: Comentários sobre vontade de morrer ou desaparecer.

Esses comentários e mudanças comportamentais não devem ser ignorados nem interpretados como mera busca por atenção. São pedidos silenciosos de socorro que requerem acolhimento sem julgamentos e assistência médica e psicológica rápida.
Como hospital da família, o Hospital Maria Lucinda reforça a importância de cultivar um ambiente de apoio dentro de casa.

Crie um espaço seguro para que a pessoa expresse suas emoções sem receio de represálias ou críticas.
Esteja presente de forma empática. Evite minimizar a dor, comparar problemas ou dar conselhos simplistas.
Dificulte o acesso a medicamentos sem receita, objetos cortantes ou armas de fogo.
O carinho familiar é fundamental, mas o tratamento adequado exige acompanhamento de profissionais de saúde mental.
Os serviços da rede pública de saúde e de apoio comunitário são gratuitos, confidenciais e preparados para acolher.
Apoio emocional e prevenção do suicídio por telefone, gratuito, 24 horas por dia.
Em situações de emergência ou risco iminente, acione o SAMU ou dirija-se à unidade de emergência mais próxima.
Porta de entrada do SUS. A UBS realiza a orientação inicial da família e o encaminhamento para a rede especializada.
Equipes multiprofissionais (psicólogos, psiquiatras e assistentes sociais) dedicadas ao acompanhamento contínuo em saúde mental no SUS.