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Setembro Amarelo

Hospital Maria Lucinda · o hospital da família

Ligue 188
Vista aérea do Hospital Maria Lucinda
Campanha Setembro Amarelo

A família como espaço de acolhimento e escuta

Uma cartilha digital do Hospital Maria Lucinda para ajudar pais, mães e responsáveis a reconhecer sinais silenciosos de sofrimento em adolescentes e jovens — e a buscar ajuda a tempo.

Laço amarelo do Setembro Amarelo
1

Panorama e dados epidemiológicos

A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) e o Ministério da Saúde, por meio do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), alertam para a necessidade urgente de ações preventivas direcionadas a adolescentes e jovens. O Hospital Maria Lucinda traz este material para auxiliar famílias a identificar sinais silenciosos de sofrimento e buscar ajuda especializada a tempo.

Grupo de adolescentes reunidos em um momento de convivência
A atenção à saúde mental de adolescentes e jovens começa pela observação e pelo diálogo.

+38%

Aumento geral

Crescimento da taxa de suicídio em jovens em pouco mais de 20 anos nas Américas (OPAS).

10 a 14 anos

Pico de crescimento

Aumento mais significativo observado neste grupo; a taxa entre meninas supera a de meninos.

2ª causa

Morte em adolescentes

Segunda principal causa de morte no Brasil entre jovens de 15 a 19 anos (SIM / Min. da Saúde).

Ranking do suicídio como causa de mortalidade por faixa etária

  • 15 a 19 anos (Brasil)2ª maior causa
  • 10 a 24 anos (Américas)3ª maior causa
  • 20 a 29 anos (Brasil)4ª maior causa
2

Fatores de risco e influências ambientais

Fatores de risco individuais

  • Doença psiquiátrica: Diagnóstico prévio de depressão, ansiedade ou outros transtornos.

  • Tentativa prévia: Histórico de tentativa anterior de suicídio (fator de alto risco).

  • Histórico familiar: Presença de comportamento suicida na família.

  • Autolesão: Mordidas, arranhões, arrancar cabelos ou cortes.

  • Trauma infantil: Abuso sexual ou maus-tratos na infância.

  • Impulsividade: Comportamento impulsivo ou reativo acentuado.

Influências do ambiente e contexto

  • Rupturas conjugais: Separação dos pais ou término doloroso de relacionamento.

  • Crise financeira: Desemprego, endividamento ou vulnerabilidade econômica.

  • Conflitos familiares: Brigas frequentes, ambiente hostil ou falta de diálogo.

  • Acesso a meios letais: Facilidade de acesso a armas de fogo, facas, venenos ou medicações.

Mão segurando um megafone com flores coloridas saindo do alto-falante
Falar sobre o assunto é proteger: dar voz ao tema com carinho e informação rompe o silêncio que alimenta o sofrimento.
3

Mudanças de comportamento e sinais de alerta

Alterações expressivas no dia a dia podem sinalizar intenso sofrimento emocional. Fique atento a estas manifestações.

Alterações no comportamento

  • Afastamento social: Isolamento de amigos, colegas e do convívio familiar.

  • Perda de interesse: Desinteresse por hobbies e atividades antes prazerosas.

  • Sono e apetite: Alterações significativas no padrão de sono e alimentação.

Falas frequentes para levar a sério

  • Desesperança: Expressões frequentes de desesperança ou desamparo.

  • Falta de sentido: Demonstrações de falta de sentido na vida ou de “ser um fardo”.

  • Vontade de morrer: Comentários sobre vontade de morrer ou desaparecer.

Laço amarelo do Setembro Amarelo

Importante: nunca trate como “drama” ou “exagero”

Esses comentários e mudanças comportamentais não devem ser ignorados nem interpretados como mera busca por atenção. São pedidos silenciosos de socorro que requerem acolhimento sem julgamentos e assistência médica e psicológica rápida.

4

A família como espaço de acolhimento e escuta

Como hospital da família, o Hospital Maria Lucinda reforça a importância de cultivar um ambiente de apoio dentro de casa.

Família reunida em um ambiente de afeto e acolhimento
Presença, afeto e escuta ajudam a construir um ambiente seguro dentro de casa.
1

Ofereça afeto e compreensão

Crie um espaço seguro para que a pessoa expresse suas emoções sem receio de represálias ou críticas.

2

Escute sem julgar

Esteja presente de forma empática. Evite minimizar a dor, comparar problemas ou dar conselhos simplistas.

3

Reduza riscos no domicílio

Dificulte o acesso a medicamentos sem receita, objetos cortantes ou armas de fogo.

4

Procure apoio especializado

O carinho familiar é fundamental, mas o tratamento adequado exige acompanhamento de profissionais de saúde mental.

5

Canais de apoio e atendimento gratuito

Os serviços da rede pública de saúde e de apoio comunitário são gratuitos, confidenciais e preparados para acolher.

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SAMU / Emergência hospitalar

Em situações de emergência ou risco iminente, acione o SAMU ou dirija-se à unidade de emergência mais próxima.

UBS

Unidade Básica de Saúde

Porta de entrada do SUS. A UBS realiza a orientação inicial da família e o encaminhamento para a rede especializada.

CAPS

Centro de Atenção Psicossocial

Equipes multiprofissionais (psicólogos, psiquiatras e assistentes sociais) dedicadas ao acompanhamento contínuo em saúde mental no SUS.